terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Estado Islâmico mais perto da Europa

estado islâmico














O Estado Islâmico reforçou a sua presença na cidade líbia de Sirte. 
Se na cidade havia cerca de 200 islamistas no início do ano em curso, agora eles já rondam os 5 mil, inclusive administradores e financiadores.

Esta base é a primeira a ser estabelecida fora da Síria e do Iraque, aproximando os terroristas ainda mais da Europa.

















Segundo o jornal norte-americano The Wall Street Journal, parece que o grupo terrorista encontrou uma nova base para “obter lucro do petróleo e planear ataques terroristas”. 
Estas estimativas baseiam-se em dados da inteligência líbia e informações de habitantes locais.

Aparentemente, o grupo de militantes expandiu o seu pessoal e intensificou as suas actividades na cidade de Sirte, no litoral mediterrâneo, desde Fevereiro de 2015 quando, pela primeira vez, anunciou a sua presença na área. 
A nova base está praticamente em frente a Itália, do outro lado do mar Mediterrâneo.
Sirte é um portão para algumas jazidas de petróleo e refinarias que ficam no mesmo litoral. 

O jornal destaca que, no ano passado, o Estado Islâmico já alvejou aquelas instalações petrolíferas.


”Eles já anunciaram as suas intenções”, diz o jornal citando Ismail Shoukry, chefe da inteligência militar da região que inclui a cidade de Sirte, “Querem combater até Roma”.


O grupo já anunciou os seus planos de recrutar militantes estrangeiros e apelam a viajar para a Líbia ao invés da Síria. Segundo os habitantes locais e militares líbios, houve um grande fluxo de militantes estrangeiros e de suas famílias nas últimas semanas.


“Sirte não será menos que Raqqa”, são palavras frequentemente repetidas pelos líderes do Estado Islâmico durante emissões de rádio e sermões, cita o jornal alguns habitantes locais. Raqqa é a capital autoproclamada dos terroristas na Síria.
Cerca de 85% da produção de crude líbio em 2014 foi vendido à Europa. A Itália foi o maior cliente. 
Para além disso, metade de gás natural produzido pelo Estado Islâmico na Líbia é exportada para a Itália.


“O controle do Estado Islâmico sobre esta região levará a problemas económicos”, disse o líder da operação líbia, “especialmente para a Itália e o resto da Europa”.

Os extremistas já apelaram aos voluntários que são capazes de fazer com que as instalações petrolíferas comecem a funcionar.

De acordo com o jornal the New York Times, mais de 150 km do litoral líbio estão sob o controle do Estado Islâmico. Na opinião da inteligência ocidental, os terroristas podem usar Sirte como base reserva se forem expulsos da Síria e do Iraque.

fonte: Oculta news
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