terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Caso de Arlindo, em Baependi, anos 70

abdução arlindo em baependi















Um caso de grande importância na casuística ufológica brasileira ocorreu na cidade Mineira de Baependi (Brasil) em 16 de maio de 1979. Arlindo Gabriel dos Santos presenciou a descida de quatro objectos na sua propriedade, a Fazenda Sobrado. 

O primeiro tinha formato cilíndrico, 50 cm de largura e 1,5 metro de altura, estava apoiado sobre uma base escura e na sua parte superior havia uma esfera nas cores branca e vermelha. 

Como estava munido de uma máquina fotográfica, Santos conseguiu tirar duas fotos do objecto, mas logo depois a sonda desapareceu.

Do espaço veio outro aparelho de formato ovóide, alguns instantes depois. 
Tinha uma haste de 20 cm de comprimento, onde existia algo semelhante a uma espada. 
Ele pousou no solo e na sua parte superior girava uma espécie de hélice. 

Já o terceiro artefacto voador assemelhava-se a um barril com um metro de altura e listrado em vermelho e branco. 
Também tinha uma hélice em cima, além de uma roda e quatro pás. 

Santos tirava novas fotos de ambos quando, de repente, apareceu um quarto Ovni, bem maior que os outros. 

Este tinha cerca de 10 a 12 m de diâmetro e oito metros de altura, além de um inusitado espigão que o aumentava em mais cinco metros. O objecto possuía uma espécie de estabilizador e "fazia um ruído de motor de automóvel afogado", descreveu Arlindo Santos. 

No entanto, quando tentou fotografá-lo, uma luz intensa foi emitida pelo engenho. 
O rapaz tentou correr, mas não conseguiu sair do lugar.


Logo após este facto, surgiram dois seres que o agarraram. Eles vestiam roupas idênticas e usavam um capacete transparente. Eram pequenos, com cerca de 1,5 metro de altura e possuíam muita força. 
Tinham olhos grandes, cabelos curtos e em pé, nariz largo e achatado, sendo o rosto arredondado. 
A boca tinha lábios finos, orelhas pequenas e coladas à cabeça.

Santos gritou "larguem-me, pelo amor de Deus!", ao que uma das criaturas disse "em Deus somos todos irmãos". 

Diante disso, o fazendeiro foi levado até a nave, quando um dos seres perguntou-lhe se havia visto uma "zurca". 

Com a resposta negativa, o ET falou que esse aparelho havia se desregulado e descido à Terra por acidente.


Dentro do Ovni havia também uma mulher, que estava sem capacete. Os alienígenas mostraram a Arlindo o planeta Terra, o Sol e a Lua em algumas telas como as de TV, enquanto a estranha moça explicava o significado daquilo. 

No entanto, o fazendeiro, meio atordoado, pouco entendeu de tudo o que lhe foi mostrado. 
Em seguida, mandaram-no descer do aparelho e não olhar para trás, pois segundo eles a . Santos voltou para casa e permaneceu por uns 20 minutos sem fala.

Segundo a descrição de Arlindo, a nave que o capturou era toda branca por fora e tinha formato parecido com o de um ovo. Interiormente, o veículo era castanho, com um brilho inexplicável e o ambiente meio frio. 


"Havia um cheiro de poeira no ar", disse aos pesquisadores. 
Os tripulantes usavam roupa preta, luvas e um capacete com visor de material semelhante ao vidro, pareciam respirar por um tubo que saía da parte de trás da roupa. 

Após quase duas horas dentro da nave, Arlindo foi deixado no mesmo lugar de onde havia saído. 
Sentiu um pouco de náusea e tontura, mas caminhou normalmente até à sua casa.


Conseguiu revelar quatro fotografias que tirou, porém, a máquina fotográfica tinha sofrido uma grave avaria: a chapa interna de protecção do filme estava queimada e coberta de fuligem. 
Estava inutilizada devido ao contacto com a radiação da nave.

abdução arlindo santos















O embornal (espécie de saco de algodão) que o produtor rural carregava consigo na ocasião da abdução foi encontrado vazio, cerca de um mês depois, coberto de inscrições e desenhos que de imediato não foram decifrados. 

Muitos dos símbolos gravados no saco já estavam apagados ou borrados por acção do tempo.
Contudo, vários sinais ainda se encontravam em condições de ser analisados. 


Na época, o caso foi pesquisado pelos integrantes do extinto Centro Varginhense de Pesquisas Parapsicológicas (Cevappa), que depois teve o seu nome mudado para Associação Ufológica de Investigação de Campo (AUIC). Entre os pesquisadores estava o advogado Ubirajara F. Rodrigues, que deu notoriedade à história e naquele tempo não tinha dúvidas sobre a sua autenticidade.


Juntamente com a ufóloga Irene Granchi [Matriarca da Ufologia Nacional, falecida em 2010 ], vários estudos sobre o caso foram realizados, tornando-se conhecido mundialmente. Com uma análise cautelosa, foi possível observar as semelhanças entre os sinais do embornal e os caracteres hebraicos  descobertos no Mar Morto em 1949 . 


Instituições como a Universidade Hebraica de Jerusalém, por exemplo, tomaram conhecimento da existência do embornal e solicitaram cópias das inscrições feitas pelos supostos extraterrestres. 
Porém, tais instituições calaram-se diante do facto: seria muito difícil aceitar a ligação do "sagrado" hebraico antigo, ensinado a Adão por Deus, com uma suposta origem linguística de raças alienígenas.

O texto inscrito pelos ETs no embornal está dividido em 10 linhas, sendo que as cinco últimas estão mais borradas. 

Dos 146 sinais que compõem o texto, foi possível reconstituir 110, ou seja, 75% do total. 

No centro das inscrições pode identificar-se quatro desenhos: o primeiro parece-se com um chapéu, o segundo é um travessão diagonal, o terceiro é um rectângulo e, o quarto, um hexágono. 
Uma vez reconstituídos os sinais, tornou-se mais fácil analisar o seu real significado, pois guardam uma semelhança muito grande com os caracteres fenícios , aramaicos, hebraicos e também com a escrita egípcia.

Na parte fonética, encontramos muita relação com o sânscrito . 

Com isso, pôde concluir-se que a linguagem do embornal é eclética, possuindo as características consonantais do hebraico, o estilo cursivo da escrita egípcia ( hierático e demótico) e a riqueza fonética do sânscrito.

No que concerne aos desenhos contidos no embornal, chegou-se à conclusão de que os dois primeiros - o chapéu e o travessão em diagonal - assemelham-se a representações de naves. 
Segundo a descrição de muitas testemunhas de ovnis, o travessão poderia significar uma nave-mãe em forma de charuto. 

Quanto ao terceiro desenho, sob uma análise do ponto de vista cabalístico , representa a autoridade e a confiança em valores estabelecidos.

Talvez o seu formato rectangular queira demonstrar que as raças desenvolvidas do espaço tenham autoridade. 

A quarta e última figura é um hexágono, símbolo da relação do homem com o cosmos e da fraternidade universal. 

As últimas quatro palavras do texto não puderam ser identificadas, pois os sinais da 10ª linha estão quase totalmente apagados. Das 66 palavras do texto, apenas 18 não foram traduzidas. 


Desta forma, foi possível captar o sentido geral do significado do texto. Segundo a interpretação dos estudiosos, a "erva nova" da qual o texto se refere é a consciência do homem.





































A mensagem faz distinção entre consciência ordinária (objectiva, do dia a dia) e a consciência natural, inerente à essência humana. O texto sugere ainda que a consciência objectiva deva ser melhorada no homem, enquanto que a natural é a "síntese da existência" e, portanto, não precisa sofrer mudanças. 


A expressão "Cada Broto" da "erva nova" referem-se aos seres humanos que, em conjunto, formam uma grande "árvore de ouro puro", capaz de dissolver o mal. Eis uma clara alusão à àrvore da vida  cabalística.

Fazendo uma análise do conjunto estético, chega-se à conclusão de que a mensagem contida nas figuras do embornal, em linhas gerais, significa o seguinte: 

"As raças desenvolvidas do espaço têm autoridade para estabelecer as bases da fraternidade universal, pois a sua autoridade está calcada na fraternidade e não no domínio". 

Veja a apresentação do embornal em hebraico (quadro 1 - superior) e a sua forma original Senzar, possivelmente alienígena (quadro 2), e sua tradução literal para o português (quadro 1 - inferior).

Para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos também uma tradução literária do texto, que é a seguinte: 

"Que aquele que oprime a erva nova a humedeça, faça-a nascer, para que seja concluída e domine a matéria para que a sua palavra realize o destino da beleza que a conserva perfeita. Pois aquele que a protege da palavra inútil e impura tem um escudo que reforça o seu jardim.
 Caso contrário, sobre o que recairá a ruína?


Sobre a força natural da vida. Agora é o momento para a evolução da sua forma e da sua consciência ordinária, pois consciência natural é como o ouro puro, como uma chapa superior, como a síntese da existência e do conhecimento. 

Defeito violento é a força da consciência objectiva, que é um movimento evolutivo, sem nenhum amor, usada apenas para conservar o domínio. 

Cada broto desta erva possui um sublime poder. 

A erva é como uma árvore de ouro puro, capaz da dissolução do mal, mesmo que no princípio seja apenas uma insignificante semente."

Continuando, a mensagem no embornal de Arlindo Gabriel, segundo nossas análises, revelam fortes fatos para a humanidade. "Defeito violento é a força da consciência objetiva, que é um movimento evolutivo, sem nenhum amor, usada apenas para conservar o domínio. 



Assim se encerra o texto que, sob forma de sinais, foi encontrado no saco de lanches de um humilde produtor rural do interior de Minas Gerais. Talvez, esse simples objecto seja mais uma peça do quebra-cabeças ufológico, que nos ajudará a decifrar o Fenómeno Ovni.


Fonte: revista Ufo


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